Agro brasileiro exporta US$ 16 bilhões em maio e bate novo recorde nas vendas externas
Setor respondeu por mais da metade das exportações do país, impulsionado pela soja, carnes e diversificação de mercados internacionais.
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
6/16/20263 min read


O agronegócio brasileiro voltou a demonstrar sua força no comércio internacional ao registrar exportações de US$ 16 bilhões em maio de 2026, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Com esse desempenho, o setor foi responsável por 50,2% de todas as vendas externas realizadas pelo Brasil no mês, consolidando sua posição como principal motor da balança comercial brasileira.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações do agro alcançaram US$ 70,5 bilhões, avanço de 4,6% sobre o mesmo período de 2025 e um novo recorde para o intervalo de janeiro a maio.
Além do crescimento em valor, o volume exportado também aumentou. Em maio, os embarques avançaram 3,6%, enquanto os preços médios dos produtos exportados registraram alta de 4,4%, contribuindo para o resultado positivo. Já as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,6 bilhão, queda de 3,6%, gerando um superávit comercial de US$ 14,4 bilhões, crescimento de 9,7%.
A China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Somente em maio, o país asiático comprou US$ 6,3 bilhões em produtos do setor, valor que representa quase 40% de toda a pauta exportadora do agro e um crescimento de 12,8% na comparação anual.
A União Europeia manteve a segunda posição entre os principais compradores, com importações de US$ 2,4 bilhões e participação de 15% nas vendas externas do setor. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 837 milhões em aquisições, embora tenham registrado retração de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.
Outros mercados também ampliaram significativamente suas compras, como Bangladesh, Vietnã, Tailândia, Paquistão, Turquia e Jordânia, reforçando o processo de diversificação dos destinos das exportações brasileiras.
A soja continuou liderando a pauta exportadora do agronegócio nacional. As vendas externas do grão atingiram US$ 6,3 bilhões em maio, crescimento de 14,6%, com embarques de 14,8 milhões de toneladas, volume 5,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
Outro destaque ficou por conta das proteínas animais, que registraram resultados históricos. A carne bovina in natura alcançou US$ 1,7 bilhão em exportações, avanço de 50,2%, enquanto o volume embarcado chegou a 262 mil toneladas. A China permaneceu como principal compradora da proteína, respondendo por mais de 60% das vendas brasileiras do produto.
A carne de frango também apresentou desempenho expressivo, com exportações de US$ 883 milhões, alta de 40%, e embarques de 442 mil toneladas, crescimento de 32,3%. O produto brasileiro chegou a mais de 135 destinos ao redor do mundo apenas em maio, reforçando a confiança internacional na produção nacional.
Já a carne suína bateu recorde para o período, com exportações de US$ 278 milhões e embarques de 111 mil toneladas, consolidando o bom momento vivido pelo setor.
Entre os segmentos que mais cresceram, o complexo soja movimentou US$ 7,5 bilhões, enquanto as proteínas animais somaram US$ 3,2 bilhões. O setor de fibras e produtos têxteis também se destacou, alcançando US$ 483 milhões em exportações.
Produtos como algodão, óleo de milho, miudezas de frango, arroz, amendoim, sementes de gergelim, rações para animais domésticos, erva-mate e produtos de panificação também registraram resultados recordes, demonstrando a crescente diversificação da pauta exportadora brasileira.
Outro destaque foi o DDG (grãos secos de destilaria), subproduto da indústria do etanol de milho utilizado na alimentação animal. Entre janeiro e maio, as exportações do produto alcançaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%, com embarques recordes de 555 mil toneladas. A China, Turquia, Vietnã e Nova Zelândia figuraram entre os principais compradores.
O desempenho reforça a capacidade do agronegócio brasileiro de atender à crescente demanda mundial por alimentos, fibras e energia renovável. Além disso, o avanço da abertura de mercados internacionais e a ampliação de acordos comerciais têm fortalecido a presença do Brasil no comércio global, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento em toda a cadeia produtiva do agro.
