Algodão despenca em Nova York e contratos perdem mais de 3%
Pressão do cenário econômico global, queda do petróleo e incertezas sobre a demanda derrubam as cotações da pluma no mercado internacional.
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
6/25/20261 min read


Os preços do algodão registraram forte queda na Bolsa de Nova York, com perdas superiores a 3% em alguns dos principais contratos negociados. O movimento foi influenciado por fatores econômicos globais, pela queda do petróleo e pelas preocupações com a demanda mundial por produtos têxteis.
Entre os contratos mais negociados, o vencimento dezembro de 2026 encerrou o pregão cotado a 76,26 cents por libra-peso, com recuo de 3,14%. Os demais vencimentos também apresentaram perdas significativas, refletindo um cenário de cautela entre os investidores.
No mercado internacional, a forte baixa do petróleo ajudou a pressionar as cotações do algodão. A reabertura do Estreito de Ormuz e a valorização do dólar reduziram as preocupações com a oferta de energia, contribuindo para a queda das commodities em geral.
As condições climáticas nos Estados Unidos também seguem no radar dos agentes de mercado. Previsões indicam ocorrência de chuvas em importantes regiões produtoras, como Texas, Delta do Mississippi e Sudeste americano, fator que pode favorecer o desenvolvimento das lavouras e ampliar a expectativa de oferta.
Apesar da recente queda dos preços, o Rabobank avalia que a produção mundial de algodão na safra 2026/27 deverá ser cerca de 5% menor que a temporada anterior. Ao mesmo tempo, o consumo global deve apresentar crescimento moderado, o que pode resultar em redução dos estoques mundiais da fibra.
No entanto, o banco destaca que o ambiente econômico global continua desafiador. A inflação, a redução do poder de compra dos consumidores e as tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã seguem gerando incertezas e podem limitar a demanda por produtos têxteis.
Diante desse cenário, a expectativa é de preços relativamente estáveis para o algodão nos próximos meses, embora fatores climáticos e econômicos continuem influenciando o comportamento do mercado internacional.
