Alimentos registram queda em junho, mas alguns produtos acumulam fortes altas no semestre

Inflação dos alimentos desacelera, enquanto hortaliças e feijão lideram as maiores altas do ano.

João Victor Almeida - Imagem: Shutterstock

7/10/20261 min read

A inflação dos alimentos apresentou alívio em junho, segundo dados divulgados pelo IBGE. O grupo de alimentação registrou queda de 0,24% no mês, sendo o principal responsável por reduzir o impacto da inflação oficial, medida pelo IPCA, que fechou junho com alta de 0,16%.

Os alimentos consumidos em casa recuaram 0,39%, após forte alta registrada em maio. Entre os produtos que ficaram mais baratos no mês estão o café moído, as frutas e as carnes. Já o consumo de alimentos fora de casa também desacelerou, registrando aumento mais moderado em comparação ao mês anterior.

Apesar desse recuo recente, o balanço do primeiro semestre mostra que diversos itens da cesta básica acumularam aumentos expressivos. As maiores altas foram registradas entre hortaliças e legumes, com destaque para o pepino, que liderou o ranking ao subir 155,47%, seguido pela cenoura (103,14%), tomate (82,41%) e batata-inglesa (82,11%).

Outros alimentos que também tiveram forte valorização foram morango, cebola, feijão-carioca, repolho, feijão-preto, leite longa vida, além de hortaliças como couve-flor, brócolis e couve.

Segundo especialistas, as oscilações refletem fatores como condições climáticas, sazonalidade das safras e variações na oferta de alimentos ao longo do semestre. Mesmo com a desaceleração observada em junho, o comportamento dos preços continua sendo acompanhado de perto, já que novos períodos de frio, chuvas ou redução da oferta podem provocar novas variações nos próximos meses.

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