Baixa oferta e demanda aquecida impulsionam preços da lima ácida tahiti no mercado

Entressafra, desafios climáticos e escassez de frutas com padrão exportação sustentam valorização da tahiti tanto no mercado interno quanto nas vendas externas.

João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock

6/16/20262 min read

O mercado da lima ácida tahiti segue registrando valorização em 2026, impulsionado principalmente pela redução da oferta disponível e pela menor disponibilidade de frutas com qualidade adequada para exportação. O cenário tem sustentado os preços tanto no mercado doméstico quanto nas negociações voltadas ao comércio internacional.

Levantamentos do Cepea mostram que o preço da tahiti in natura na árvore, em São Paulo, avançou de R$ 20,06 por caixa de 27,2 kg em abril para R$ 24,53 em maio, alcançando R$ 25,96 por caixa na parcial de junho, até o dia 10. O movimento confirma uma tendência de alta que vem ganhando força nas últimas semanas.

Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização ocorre em um período tradicionalmente marcado pela entressafra da lima ácida tahiti no estado de São Paulo, principal região produtora do país. Neste ano, porém, fatores climáticos contribuíram para intensificar a restrição de oferta, afetando a coloração e comprometendo parte da qualidade dos frutos disponíveis no mercado.

Outro fator que influenciou o cenário foi a estratégia adotada por alguns produtores, que optaram por retardar a colheita diante da recuperação dos preços observada nos últimos meses. A expectativa era comercializar a produção em patamares ainda mais elevados. Entretanto, em algumas áreas, o prolongamento da permanência dos frutos no pomar resultou em frutas excessivamente maduras, reduzindo sua aceitação em mercados mais exigentes, especialmente no segmento exportador.

Como consequência, uma parcela maior da produção passou a ser direcionada ao mercado interno, enquanto os lotes com padrão adequado para exportação ficaram mais escassos. Essa situação ocorre justamente em um momento de demanda aquecida no exterior, aumentando a concorrência por frutas de melhor qualidade e elevando as cotações em toda a cadeia produtiva.

O cenário reforça a importância da gestão adequada da colheita e da qualidade dos frutos, especialmente em períodos de menor oferta. Para os próximos meses, o comportamento da produção paulista e o ritmo da demanda internacional continuarão sendo fatores decisivos para a formação dos preços da tahiti, que segue entre os destaques do setor citrícola brasileiro.

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