Boi gordo volta a subir e arroba chega a R$ 337

Mercado físico reage em julho e contratos futuros seguem indicando preços firmes.

João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock

7/21/20262 min read

O mercado do boi gordo voltou a apresentar recuperação nesta terça-feira (21), interrompendo a sequência de quedas registrada no início de julho. Segundo o indicador Cepea/Esalq, referência para o setor pecuário, a arroba do boi gordo em São Paulo foi cotada a R$ 337,10, com alta diária de 1,08%, voltando a acumular valorização no mês. Em dólar, a arroba foi negociada a US$ 66,23, refletindo um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda.

A recuperação ocorre após um período de pressão sobre as cotações. Nos últimos dias, o mercado mostrou uma reação gradual, com a arroba passando de R$ 328,10 no dia 14 para R$ 329,20 no dia 15, R$ 331,15 no dia 16, R$ 333,50 no dia 17 e, agora, alcançando novamente o patamar de R$ 337,10. Esse movimento demonstra uma retomada consistente dos preços após as perdas observadas nas primeiras semanas do mês.

No mercado futuro, as expectativas seguem otimistas. Os contratos negociados na B3 continuam acima do mercado físico, indicando confiança dos investidores em preços mais elevados nos próximos meses. O contrato para julho encerrou cotado a R$ 341,10 por arroba, agosto a R$ 349,55, setembro a R$ 355,80 e outubro a R$ 363,45, reforçando a percepção de oferta mais ajustada de animais terminados e expectativa de continuidade da recuperação.

Levantamentos da Scot Consultoria apontam que, nas principais praças paulistas, como Barretos e Araçatuba, a arroba é negociada em torno de R$ 332,00 a prazo. Outros estados, como Paraná e Santa Catarina, também seguem com preços competitivos, acompanhando o comportamento do mercado nacional.

Entre as demais proteínas, o cenário foi misto. O frango congelado permaneceu estável em R$ 7,27 por quilo, enquanto o frango resfriado registrou leve alta, chegando a R$ 7,29 por quilo. Já a carcaça suína especial apresentou recuo de 1,9%, sendo comercializada a R$ 13,92 por quilo no atacado da Grande São Paulo, refletindo ajustes na demanda.

A reação da arroba acontece em um momento em que o mercado acompanha de perto a oferta de animais para abate e o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, que continuam sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços. Além disso, frigoríficos seguem monitorando o consumo interno e as condições do mercado internacional para definir suas estratégias de compra.

Para as próximas semanas, a evolução das escalas de abate, o ritmo das exportações e o comportamento da demanda doméstica deverão continuar sendo os principais fatores para a formação dos preços. Enquanto isso, a recuperação do indicador Cepea reforça um cenário de maior firmeza para o mercado do boi gordo no curto prazo.

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