Café abre julho em alta com estoques reduzidos e colheita no radar do mercado

Oferta limitada de café certificado sustenta as cotações, enquanto clima seco favorece o avanço da colheita no Brasil.

João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock

7/1/20261 min read

O mercado internacional do café iniciou o mês de julho em alta, impulsionado principalmente pela redução contínua dos estoques certificados de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). A menor disponibilidade do produto tem reforçado a preocupação dos investidores com a oferta global, sustentando os preços mesmo com o avanço da colheita brasileira.

Os estoques certificados seguem em níveis historicamente baixos. Atualmente, o volume armazenado é de aproximadamente 377 mil sacas, número muito inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando ultrapassava 840 mil sacas. Essa redução expressiva mantém o mercado atento à disponibilidade de café para entrega imediata, fortalecendo as cotações internacionais.

No Brasil, a colheita continua avançando nas principais regiões produtoras, favorecida pelo predomínio do tempo seco. As condições climáticas têm contribuído tanto para a retirada dos grãos das lavouras quanto para a secagem do café, reduzindo os impactos das chuvas que atrasaram parte dos trabalhos durante o mês de junho.

Mesmo com o aumento do ritmo da colheita, muitos produtores seguem adotando uma postura cautelosa na comercialização. Diante dos preços firmes e das incertezas sobre o comportamento do mercado nas próximas semanas, parte dos cafeicultores prefere segurar novas vendas, aguardando oportunidades mais favoráveis.

No mercado físico brasileiro, o interesse comprador continua elevado, acompanhando a valorização observada nas bolsas internacionais. Embora os preços internos também tenham avançado, a alta ocorreu de forma mais moderada em relação ao mercado externo.

Para os próximos dias, a expectativa é de manutenção do tempo seco na maior parte das regiões cafeeiras do Sudeste, cenário considerado positivo para o andamento da colheita e das atividades de pós-colheita. Enquanto isso, o mercado continuará monitorando a evolução dos estoques certificados, o ritmo da safra brasileira e o comportamento da demanda internacional, fatores que deverão seguir influenciando a formação dos preços nas próximas semanas.

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