Café fecha o dia com arábica em queda e robusta em alta
Mercado segue volátil, acompanhando o avanço da colheita brasileira, o clima e a oferta mundial.
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
7/15/20262 min read


O mercado internacional do café encerrou a terça-feira com comportamento misto nas principais bolsas. Após iniciar o pregão em alta, impulsionado pelas preocupações com o clima e a oferta global, o café arábica perdeu força ao longo do dia e terminou em queda na Bolsa de Nova York. Já o café robusta manteve valorização na Bolsa de Londres, refletindo um mercado ainda sensível às incertezas sobre a produção e os estoques mundiais.
A movimentação foi marcada por uma realização de lucros após a recuperação observada na abertura das negociações. Apesar da correção, os fundamentos seguem dando sustentação às cotações, principalmente as dúvidas em relação ao desenvolvimento da safra brasileira e ao comportamento climático nas principais regiões produtoras. Esse cenário mantém os investidores alternando momentos de compra e venda, aumentando a volatilidade das negociações.
No Brasil, o avanço da colheita continua sendo o principal fator acompanhado pelo mercado. Embora a nova safra esteja entrando gradualmente no mercado, a oferta ainda ocorre de forma moderada. Muitos produtores permanecem cautelosos na comercialização, aguardando uma definição mais clara sobre a produtividade, a qualidade dos grãos e a evolução dos preços nas próximas semanas antes de ampliar as vendas.
Dados divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC) mostram que os preços indicativos globais recuaram 28% em junho, refletindo a expectativa de maior oferta com o avanço da colheita nos principais países produtores. Mesmo assim, fatores como condições climáticas desfavoráveis e estoques reduzidos continuam limitando quedas mais expressivas e mantendo o mercado atento a qualquer mudança no cenário.
No mercado interno, as oscilações registradas nas bolsas internacionais nem sempre são repassadas integralmente ao produtor brasileiro. Além da influência do câmbio, fatores como custos logísticos, qualidade dos grãos, prêmios de comercialização e negociações regionais interferem diretamente na formação dos preços. Com a colheita avançando e o clima permanecendo no radar dos investidores, a expectativa é de que o mercado continue operando com forte volatilidade nas próximas semanas, reagindo rapidamente a novas informações sobre oferta, demanda e condições climáticas.
