Café inicia a semana em queda com mercado atento à colheita e ao clima
Arábica e robusta recuam nas bolsas internacionais enquanto produtores acompanham o avanço da colheita brasileira e os possíveis impactos do El Niño
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
6/22/20262 min read


O mercado internacional do café começou a semana operando em baixa, refletindo a cautela dos investidores diante do avanço da colheita no Brasil e das incertezas climáticas que seguem no radar do setor. Tanto o café arábica, negociado na Bolsa de Nova York, quanto o robusta, comercializado em Londres, registraram perdas nas primeiras negociações desta segunda-feira.
O principal fator que influencia os preços neste momento é o andamento da colheita da safra brasileira. Com a entrada gradual de mais café no mercado, aumenta a expectativa de oferta nas próximas semanas, o que naturalmente exerce pressão sobre as cotações internacionais. Além disso, muitos compradores aguardam uma definição mais clara sobre o volume e a qualidade da produção antes de ampliar suas aquisições.
Outro ponto que mantém o mercado em alerta é o comportamento do clima. As atenções estão voltadas principalmente para os possíveis efeitos do fenômeno El Niño, que pode alterar os padrões de chuva e temperatura em importantes regiões produtoras de café ao redor do mundo. Historicamente, eventos climáticos mais intensos costumam gerar preocupação porque podem afetar o desenvolvimento das lavouras, reduzir a produtividade e comprometer a qualidade dos grãos.
No Brasil, as chuvas registradas em algumas regiões produtoras nas últimas semanas também seguem sendo monitoradas. Embora a umidade seja importante para as plantas, o excesso de chuva durante a colheita pode dificultar os trabalhos no campo, atrasar a retirada dos grãos e até impactar a qualidade final do produto.
Mesmo com a pressão atual sobre os preços, o mercado continua bastante sensível às informações sobre clima e produção. Qualquer mudança nas previsões meteorológicas ou nos números da safra pode provocar oscilações nas cotações ao longo das próximas semanas.
Para o produtor rural, o momento exige atenção redobrada. O avanço da colheita, a qualidade dos lotes colhidos e as condições climáticas dos próximos meses serão fatores decisivos para o comportamento do mercado. Enquanto isso, os preços seguem acompanhando de perto a relação entre oferta disponível e os riscos que ainda podem surgir no desenvolvimento da próxima safra.
