Café inicia quarta-feira em queda com avanço da colheita no Brasil
Mercado internacional recua pressionado pelo aumento da oferta brasileira e ajustes técnicos nas bolsas de Nova Iorque e Londres.
João Victor Almeida
5/20/20261 min read


O mercado do café abriu esta quarta-feira (20) em queda nas bolsas internacionais, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior. O movimento acompanha o avanço da colheita brasileira, a expectativa de maior oferta nas próximas semanas e ajustes técnicos após a recuperação observada no mercado na terça-feira.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos do café arábica operaram no campo negativo durante os primeiros negócios do dia. O vencimento julho/26 recuava 410 pontos, cotado a 266,05 cents por libra-peso. Já o setembro/26 apresentava queda de 355 pontos, negociado a 258,60 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 caía 345 pontos, sendo cotado a 251,20 cents/lbp.
Em Londres, o café robusta também iniciou o dia em baixa. O contrato julho/26 recuava 71 pontos, negociado a US$ 3.274 por tonelada. O setembro/26 caía 55 pontos, cotado a US$ 3.153 por tonelada, enquanto o novembro/26 registrava baixa de 50 pontos, valendo US$ 3.086 por tonelada.
Segundo análises do mercado, a pressão negativa está diretamente ligada ao avanço da colheita no Brasil, principalmente do café conilon e das primeiras áreas de arábica. O aumento gradual da oferta no mercado físico acaba influenciando o comportamento das bolsas internacionais.
Na sessão anterior, o café havia encerrado com forte recuperação técnica, impulsionado pela cobertura de posições vendidas e ajustes realizados por fundos investidores. Mesmo assim, o mercado continua operando com elevada volatilidade, acompanhando de perto fatores como clima, ritmo da colheita e movimentação do dólar.
As chuvas recentes em algumas regiões produtoras também seguem no radar dos operadores, já que podem influenciar tanto a qualidade dos grãos quanto o andamento dos trabalhos no campo.
No mercado físico brasileiro, a comercialização continua acontecendo de forma mais lenta. Muitos produtores seguem cautelosos, aguardando melhores definições das bolsas internacionais e do câmbio antes de avançarem com novos volumes de venda.
