Café recua nas bolsas com mercado atento ao clima
Queda nas cotações reflete ajustes técnicos, enquanto produtores seguem cautelosos e clima continua no radar.
João Victor Almeida - Imagem: Scutterstock
7/23/20261 min read


Os preços do café iniciaram esta quinta-feira em queda nas bolsas internacionais, após a recuperação registrada no pregão anterior. O movimento é atribuído principalmente a ajustes técnicos dos investidores, que continuam acompanhando o avanço da colheita brasileira, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e a disponibilidade de oferta no mercado mundial.
Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica registraram recuo, enquanto o robusta também abriu em baixa na Bolsa de Londres. Apesar das oscilações, o mercado segue sustentado pelos baixos estoques certificados de arábica na ICE, que voltaram a cair e permanecem cerca de 60% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado, reforçando o cenário de oferta limitada.
No Brasil, o mercado físico continua com ritmo lento de negociações. Compradores demonstram interesse em adquirir café de diferentes padrões de qualidade, mas a forte volatilidade das bolsas tem dificultado o fechamento de novos negócios. Muitos produtores permanecem vendendo apenas o necessário para cumprir compromissos imediatos, aguardando um cenário mais favorável para ampliar a comercialização.
Outro fator que influencia o mercado é o câmbio. A queda do dólar frente ao real reduz parte da sustentação dos preços internos, limitando o impacto das movimentações observadas nas bolsas internacionais.
No campo, a previsão indica a chegada de uma frente fria ao estado de São Paulo entre quinta e sexta-feira, com chuvas moderadas que podem interromper temporariamente a colheita em algumas regiões. No Sul de Minas e na Zona da Mata, as precipitações devem ocorrer de forma isolada, enquanto o Espírito Santo pode registrar chuvas mais intensas durante o fim de semana, afetando pontualmente a colheita e a secagem dos grãos. Apesar da redução das temperaturas, não há previsão de geadas com potencial para causar danos às lavouras, e a expectativa é de retorno do tempo seco na maior parte das regiões produtoras ao longo da próxima semana.
