Citricultores de Araraquara criticam exclusão de recursos do Senar e denunciam prejuízos ao setor

Produtores rurais afirmam que sindicatos de importantes regiões produtoras de citros e cana-de-açúcar foram retirados do rateio de verbas do Senar, medida que estaria impactando ações de capacitação e desenvolvimento no campo.

João Victor Almeida - Imagem: Portal Gov.br

6/14/20262 min read

Produtores rurais da região de Araraquara voltaram a manifestar preocupação com a exclusão do Sindicato Rural local do rateio de recursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A situação também atinge o Sindicato Rural de Ribeirão Preto, duas entidades que representam importantes polos de produção de citros e cana-de-açúcar no estado de São Paulo.

De acordo com representantes do setor, a medida tem gerado insatisfação entre produtores rurais, que alegam prejuízos para ações de capacitação, qualificação profissional e assistência ao desenvolvimento das atividades agropecuárias. O tema ganhou ainda mais destaque durante as comemorações do Dia do Citricultor, celebrado em 8 de junho, data que homenageia os profissionais responsáveis pelo cultivo de frutas cítricas e reforça a importância econômica da citricultura para o país.

Segundo lideranças do Sindicato Rural de Araraquara, a exclusão dos recursos estaria relacionada a divergências políticas envolvendo a atual gestão da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp/Senar-SP). Os representantes afirmam que a situação afeta diretamente produtores de uma das regiões mais importantes para o agronegócio brasileiro.

Araraquara é reconhecida nacionalmente como um dos principais centros da citricultura. O município abriga instituições estratégicas para o setor, como o Fundecitrus, além de concentrar operações de grandes empresas ligadas à produção e exportação de suco de laranja. A região faz parte do chamado cinturão citrícola de São Paulo e do sudoeste de Minas Gerais, considerado o maior polo produtor de laranja do mundo.

A cadeia produtiva dos citros possui forte impacto econômico e social. Além de movimentar bilhões de dólares anualmente, o setor é um dos maiores geradores de empregos no meio rural, com elevada demanda por mão de obra em diversas etapas da produção, desde o plantio até a colheita e processamento da fruta.

Dados do setor apontam que o Brasil responde por mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja, enquanto o estado de São Paulo concentra aproximadamente 80% da produção nacional. Esse desempenho faz da citricultura uma atividade estratégica para a geração de renda, empregos e divisas para a economia brasileira.

Diante do impasse, representantes dos produtores defendem a retomada do acesso aos recursos destinados aos sindicatos rurais da região, argumentando que os investimentos em capacitação e qualificação são fundamentais para manter a competitividade do setor e fortalecer o desenvolvimento do agronegócio paulista.

O caso segue sendo acompanhado por lideranças rurais e entidades do setor, que aguardam os próximos desdobramentos sobre a distribuição dos recursos e os impactos para os produtores das regiões afetadas.

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