Drones ganham espaço no agro e ajudam a aumentar a produtividade no campo
Tecnologia cresce rapidamente nas propriedades rurais, reduz perdas na lavoura, melhora a aplicação de insumos e auxilia no monitoramento da qualidade do solo.
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
6/15/20262 min read


O uso de drones na agricultura brasileira está crescendo de forma acelerada e já se tornou uma importante ferramenta para aumentar a eficiência das operações no campo. Dados recentes mostram que o número de drones utilizados nas lavouras saltou de aproximadamente 3 mil equipamentos em 2021 para cerca de 25 mil em 2024, demonstrando a rápida adoção da tecnologia pelos produtores rurais.
A expansão do uso desses equipamentos ocorre principalmente pelos benefícios que eles oferecem. Os drones permitem monitorar áreas extensas de cultivo com rapidez, identificar falhas no plantio, acompanhar o desenvolvimento das plantas e realizar aplicações localizadas de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros produtos, reduzindo desperdícios e aumentando a precisão das operações.
Segundo pesquisas da Embrapa, uma das principais vantagens dos drones é a redução das perdas causadas pelo tráfego de máquinas pesadas dentro das lavouras. Como a aplicação é feita por via aérea, evita-se o amassamento das plantas provocado pela passagem de tratores e pulverizadores terrestres. Essa economia pode representar ganhos de até 7% na produtividade da soja e cerca de 4% na produção de arroz.
Além da aplicação de insumos, os drones também vêm sendo utilizados em pesquisas relacionadas à qualidade do solo, permitindo a coleta de imagens e dados que auxiliam na identificação de problemas de fertilidade, compactação e manejo das áreas produtivas. Com essas informações, o produtor consegue tomar decisões mais precisas e eficientes para melhorar o desempenho da lavoura.
Apesar das vantagens, a operação dos drones agrícolas exige o cumprimento de regras específicas. O produtor ou operador deve possuir autorização e registro junto aos órgãos competentes. Atualmente, a atividade envolve exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Para aplicações de defensivos agrícolas, o Mapa exige que os operadores realizem curso preparatório específico e mantenham seu cadastro regularizado. O objetivo é garantir a segurança das operações e o uso correto da tecnologia.
Com ganhos em produtividade, redução de custos, maior precisão nas aplicações e capacidade de monitoramento em tempo real, os drones vêm se consolidando como uma das principais ferramentas da agricultura moderna. A tendência é que sua utilização continue crescendo nos próximos anos, tornando-se cada vez mais presente na rotina das propriedades rurais brasileiras.
