El Niño ganha força e coloca agronegócio em alerta para o segundo semestre
Mudanças no regime de chuvas e temperaturas devem impactar lavouras, pecuária e reservatórios em diversas regiões do Brasil nos próximos meses.
João Victor Almeida - Imagem: Divulgação
6/1/20261 min read


O início de junho marca uma nova fase climática para o agronegócio brasileiro, com o fortalecimento gradual do fenômeno El Niño. Segundo especialistas, o segundo semestre de 2026 deve ser marcado por alterações importantes no padrão de chuvas e temperaturas em diversas regiões produtoras do país.
No Sul, a tendência é de aumento da umidade e das chuvas, com menor ocorrência de geadas no curto prazo, mas com maior risco de temporais e eventos climáticos extremos ao longo do inverno e da primavera. Já no Sudeste, o início de junho ainda apresenta alguma umidade, porém o calor deve ganhar intensidade nas próximas semanas.
No Nordeste, a previsão é de redução das chuvas e aumento das temperaturas, especialmente nas áreas do Matopiba, elevando o risco de estresse hídrico e queimadas. Na Região Norte, o cenário será dividido entre áreas com excesso de chuva e outras enfrentando estiagem, calor intenso e possíveis impactos no abastecimento hídrico.
O avanço do El Niño exige atenção redobrada dos produtores rurais, que deverão acompanhar as condições climáticas e ajustar o manejo das lavouras e da pecuária para minimizar possíveis perdas. Especialistas alertam que o clima será um dos principais fatores de influência sobre a produtividade e os custos de produção nos próximos meses.
