Embrapa apresenta agenda estratégica para fortalecer o agro brasileiro

Documento direcionado às eleições de 2026 propõe avanços em inovação, sustentabilidade, conectividade e segurança alimentar.

João Victor Almeida - Foto: Divulgação TSE, alterada por IA

8/19/20263 min read

AAAAA
AAAAA

A Embrapa apresentou uma agenda estratégica para a agricultura brasileira, elaborada para contribuir com a formulação de propostas de candidatos aos poderes Executivo e Legislativo nas eleições de 2026. O documento reúne evidências científicas, diagnósticos e recomendações para fortalecer o agronegócio e preparar o setor para desafios econômicos, tecnológicos, ambientais e sociais.

Intitulado “Agenda estratégica para a agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação”, o material defende maior estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. A proposta é transformar conhecimento científico em ganhos de produtividade, competitividade, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

A agenda está organizada em grandes dimensões estratégicas, envolvendo segurança alimentar e nutricional, agricultura sustentável e adaptação climática, bioeconomia, transição energética e bioenergia, desenvolvimento territorial e inclusão produtiva, além da transformação digital do campo.

Na sustentabilidade, a Embrapa destaca tecnologias de baixo carbono, recuperação de áreas degradadas e estratégias capazes de aumentar a resistência da produção aos eventos climáticos extremos. A gestão dos riscos associados ao clima aparece como uma questão cada vez mais relevante para garantir estabilidade à produção agropecuária.

Outro ponto é a bioeconomia, utilizando a biodiversidade e a biomassa disponíveis no Brasil para desenvolver produtos, serviços e novos negócios. Na área energética, o documento destaca oportunidades relacionadas a biocombustíveis, biogás, biometano e outras fontes renováveis, buscando fortalecer o papel brasileiro na economia de baixo carbono.

A conectividade rural aparece como um dos principais gargalos. Segundo os dados apresentados no documento, 88% dos domicílios rurais tinham acesso à internet em 2025, contra apenas 35% em 2016. Entretanto, possuir acesso domiciliar não significa necessariamente ter conectividade disponível nas lavouras.

Dados citados pela Embrapa apontam que somente 33,9% da área agricultável brasileira possuía cobertura 4G em março de 2025, enquanto 48,1% dos imóveis rurais tinham toda a área agricultável conectada. Essa limitação dificulta uma adoção mais ampla de ferramentas como sensores, Internet das Coisas, máquinas conectadas, agricultura de precisão e sistemas digitais de gerenciamento.

Por isso, a transformação digital é tratada como uma política estruturante. Além da expansão da cobertura de internet, a Embrapa aponta a importância da interoperabilidade dos dados agropecuários e do uso de inteligência artificial para gerenciamento da produção e dos riscos.

Para o Poder Executivo, o documento apresenta propostas como maior integração das políticas relacionadas a agricultura, meio ambiente, clima, energia e comércio exterior. Também defende investimentos contínuos em biotecnologia, melhoramento genético, agricultura de precisão, sistemas digitais e soluções baseadas na natureza.

A agenda também chama atenção para a necessidade de ampliar instrumentos de gerenciamento de risco, como seguros agrícolas, além de fortalecer a recuperação de áreas degradadas e desenvolver estratégias de adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

No comércio exterior, a Embrapa aponta a necessidade de preparar o agro brasileiro para mercados internacionais cada vez mais exigentes em questões como rastreabilidade, sustentabilidade e descarbonização, buscando preservar a competitividade dos produtos nacionais.

Para o Legislativo, o documento destaca temas relacionados à modernização das regras para inovação agropecuária, bioinsumos e biotecnologia, além de segurança jurídica para investimentos em bioenergia e bioeconomia. Também aparecem propostas envolvendo crédito rural, gestão de riscos, conectividade e proteção e utilização de dados agrícolas.

A inclusão produtiva também ocupa espaço relevante. A agenda defende maior acesso à tecnologia, crédito, assistência técnica, infraestrutura e serviços, especialmente para pequenos produtores e regiões com menor nível de desenvolvimento tecnológico.

Com a publicação, a Embrapa busca colocar pesquisa e inovação no centro das discussões sobre o futuro do campo. O documento não apresenta apoio a candidaturas específicas, mas oferece subsídios técnicos que podem ser utilizados na elaboração de programas de governo e propostas legislativas relacionadas à agricultura brasileira.

Acompanhe-nos nas redes sociais

Entre em contato para esclarecer suas dúvidas ou enviar sugestões de melhorias para o nosso site.

marketing@reidafazenda.com.br

© 2026. Todos os direitos reservados.

financeiro@reidafazenda.com.br

E-mail