EUA ampliam cota de carne bovina e abrem oportunidade para o Brasil
Nova cota reduz barreiras tarifárias e pode ampliar a competitividade da carne brasileira no mercado americano.
João Victor Almeida - Foto: Schutterstock
8/27/20261 min read


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que amplia temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina com tarifa reduzida, criando uma nova oportunidade para exportadores, incluindo o Brasil.
A medida é direcionada especificamente às aparas magras de carne bovina, utilizadas principalmente na produção de carne moída nos Estados Unidos. O volume adicional será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas entre setembro e novembro, com preenchimento por ordem de chegada.
A cota, porém, não é exclusiva para o Brasil. Os exportadores brasileiros terão de disputar espaço com outros países habilitados, tornando logística, disponibilidade do produto e rapidez nos embarques fatores importantes para aproveitar a oportunidade.
A medida pode aumentar a competitividade brasileira porque, após o preenchimento da cota regular, embarques fora dela estavam sujeitos a uma tarifa de 26,4%. Com o novo volume, parte das exportações poderá entrar sob condições tarifárias mais favoráveis.
A abertura ocorre em meio à oferta restrita de carne bovina nos Estados Unidos, onde o rebanho está em níveis historicamente baixos. O governo americano busca aumentar a disponibilidade de matéria-prima e conter os preços da carne moída no mercado interno.
Existe, entretanto, uma condição importante: o governo americano espera que a carne importada pela nova cota seja comercializada a preços 25% inferiores aos valores de mercado das aparas magras. Caso o benefício tarifário não resulte em redução de preços, o saldo ainda não utilizado poderá ser cancelado.
Para o Brasil, que já ampliou suas vendas de carne bovina aos Estados Unidos em 2026, a medida representa uma janela comercial curta, mas estratégica, permitindo disputar novos volumes com condições tarifárias mais competitivas.
