Geadas no Sul não causam danos relevantes ao milho segunda safra, aponta monitoramento
Análise via satélite indica que frio teve baixa intensidade e, até o momento, não comprometeu a produção nas principais regiões produtoras.
João Victor Almeida
5/18/20262 min read


As geadas registradas nos últimos dias na região Sul do Brasil não provocaram danos significativos às lavouras de milho segunda safra, segundo análise da EarthDaily, empresa especializada em monitoramento agrícola por imagens de satélite.
De acordo com o levantamento, apesar da forte queda nas temperaturas em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, os episódios ocorreram de forma pontual e com baixa intensidade, reduzindo o risco de impactos relevantes na produtividade das lavouras.
As análises mostram que, nos últimos 30 dias, as temperaturas médias nessas regiões ficaram entre 3°C e 5°C abaixo da normalidade, devido à atuação de uma massa de ar frio mais intensa. Mesmo assim, os dados indicam que as geadas registradas entre o sudeste de Mato Grosso do Sul e o oeste do Paraná não apresentaram força suficiente para causar perdas expressivas no campo.
Segundo Felippe Reis, analista da EarthDaily, as geadas ocorreram principalmente em áreas de baixada e regiões de maior altitude, mas os indícios atuais apontam baixo potencial de danos à produção estadual.
Em Mato Grosso, principal produtor nacional de milho segunda safra, o índice de vegetação das lavouras segue apresentando evolução positiva na maior parte do estado. A umidade do solo acima da média continua favorecendo o desenvolvimento das áreas, com exceção de algumas regiões do sudeste mato-grossense, onde o plantio tardio ainda limita parte do potencial produtivo.
No Mato Grosso do Sul, o cenário também é considerado bastante favorável. O índice NDVI, utilizado para medir o vigor das lavouras, apresenta os melhores resultados dos últimos anos, indicando bom potencial de produtividade para a safra atual.
Já em Goiás, o mercado segue em alerta. O comportamento do NDVI lembra o cenário de 2021, período marcado por forte quebra de safra. Apesar dos índices atuais ainda estarem acima daquele período, a persistência da baixa umidade desde março aumenta o risco de perdas caso o clima seco continue nas próximas semanas.
No Paraná, as lavouras vêm reagindo positivamente ao retorno das chuvas e ao aumento da umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento vegetativo das áreas. Ainda assim, os modelos climáticos seguem indicando temperaturas abaixo da média para os próximos dias na Região Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul, mantendo o risco de novos episódios de frio intenso e exigindo atenção constante dos produtores.
