Inadimplência no agronegócio sobe e fecha 2025 em 8,2%
Produtores enfrentam custos elevados, crédito mais restrito e volatilidade dos preços, pressionando o fluxo de caixa no campo.
João Victor Almeida - Imagem: Divulgação
6/1/20261 min read


A inadimplência no agronegócio brasileiro encerrou 2025 em 8,2%, registrando aumento de um ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Serasa Experian. O avanço reflete os desafios enfrentados pelos produtores rurais, que seguem lidando com custos de produção elevados, oscilações nos preços das commodities e maior dificuldade de acesso ao crédito.
Entre os fatores que mais impactaram o setor estão os aumentos nos preços dos fertilizantes e combustíveis, além das incertezas do mercado. As dívidas com instituições financeiras continuam representando a maior parcela da inadimplência rural, concentrando 7,2% dos registros.
Os dados mostram que produtores sem registro rural formal apresentaram o maior índice de inadimplência, seguidos pelos grandes proprietários. Já na análise por estados, o Rio Grande do Sul registrou o menor percentual, com destaque para a atuação das cooperativas, uso do seguro agrícola e acesso a programas de renegociação de dívidas.
O cenário reforça a necessidade de planejamento financeiro e gestão eficiente no campo, diante de um ambiente econômico que continua exigindo cautela dos produtores rurais.
