Incerteza sobre safrinha mantém pressão no milho e pode impulsionar preços

Mercado ainda não precificou possíveis perdas na produção e clima segue no radar.

João Victor Almeida

5/5/20261 min read

O mercado de milho segue pressionado no curto prazo, com quedas nas cotações tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3. No Brasil, os preços recuaram influenciados pela desvalorização do dólar e pela expectativa de melhora nas condições climáticas para a segunda safra. Ainda assim, o cenário da safrinha permanece incerto e inspira cautela entre os agentes do mercado.

De acordo com analistas, as condições das lavouras em importantes regiões produtoras, como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e parte do Paraná, foram prejudicadas por clima adverso, com falta de umidade e temperaturas elevadas. Esse cenário pode resultar em uma produção menor do que o esperado, o que ainda não foi totalmente refletido nos preços.

Apesar das baixas recentes, o milho continua atrativo para compradores, especialmente os setores de ração e etanol, que aproveitam o momento para garantir abastecimento. A expectativa é de que, com a confirmação de perdas na safra, o mercado reaja mais adiante, podendo levar os preços novamente para patamares mais elevados, próximos de R$ 80 por saca.

No cenário internacional, a pressão também vem da queda do petróleo e das boas condições iniciais das lavouras nos Estados Unidos, que influenciam negativamente as cotações em Chicago. No entanto, o clima seguirá sendo fator decisivo nas próximas semanas, tanto no Brasil quanto no exterior, podendo mudar rapidamente o rumo do mercado.