Influenza aviária avança na Ásia e mantém mercado global de aves em alerta
Novos focos de gripe aviária em granjas asiáticas reforçam preocupação sanitária e aumentam atenção sobre produção, abastecimento e comércio internacional.
João Victor Almeida - Imagem: Shutterstock
5/21/20262 min read


A Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP) voltou a registrar novos focos em diversos países da Ásia nas últimas semanas, mantendo o setor avícola mundial em estado de alerta. Os casos seguem sendo causados principalmente pelo vírus H5N1, considerado um dos subtipos mais agressivos da doença.
Segundo notificações enviadas à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH), os surtos atingiram granjas comerciais e propriedades rurais em países como Índia, Nepal, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Camboja e Filipinas, provocando mortes de aves, abates sanitários e impactos diretos na produção avícola.
Na Índia, os focos registrados entre janeiro e março afetaram milhares de aves em diferentes estados. Em algumas regiões, além das mortes causadas pela doença, milhares de animais precisaram ser sacrificados para conter o avanço do vírus.
No Nepal, o número de focos aumentou significativamente desde março, influenciando diretamente a oferta de ovos no mercado interno. A redução da produção, somada à alta demanda e às temperaturas elevadas, acabou pressionando os preços dos alimentos no país.
O Japão também registrou novos surtos em granjas de postura, elevando para milhões o número de aves impactadas desde o início do ciclo sanitário atual. Na Coreia do Sul, além dos casos em granjas comerciais, autoridades seguem monitorando variantes do vírus encontradas tanto em aves domésticas quanto em aves silvestres.
Além dos impactos econômicos e produtivos, casos de infecção humana também continuam sendo monitorados pelas autoridades sanitárias asiáticas. Registros recentes ocorreram em países como Camboja, Bangladesh e China, incluindo casos graves e mortes relacionadas aos vírus H5N1 e H5N6.
Mesmo com uma desaceleração recente no número de ocorrências, favorecida pela mudança das estações e pela redução da migração de aves silvestres, o vírus segue circulando em diferentes regiões da Ásia, mantendo elevada a preocupação global com novos surtos.
O cenário reforça a importância dos protocolos de biossegurança e do monitoramento constante das granjas, principalmente em países exportadores de proteína animal. Para o mercado internacional, o avanço da influenza aviária segue impactando preços, logística, fluxo de exportações e estratégias sanitárias em toda a cadeia avícola mundial.
