Milho dispara em Chicago com demanda aquecida e clima nos EUA
Compras internacionais e calor no Meio-Oeste americano impulsionam as cotações do cereal.
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
7/20/20262 min read


Os contratos futuros do milho iniciaram a semana em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionados pelo aumento da demanda internacional e pelas preocupações com o clima nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos. O movimento positivo também influenciou o mercado brasileiro, onde os contratos negociados na B3 abriram o dia registrando valorização.
Um dos principais fatores que sustentam a alta é o ritmo consistente das exportações norte-americanas. Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que novos compradores internacionais continuam adquirindo grandes volumes de grãos. Na última semana, a China comprou 340 mil toneladas de soja dos Estados Unidos, enquanto o México adquiriu mais de 246 mil toneladas. Além disso, um país não identificado fechou negócio para a compra de outras 110 mil toneladas. Esse cenário reforça a percepção de que a demanda pelos produtos agrícolas norte-americanos segue aquecida.
No caso do milho, as vendas externas acumuladas desde o início do ano comercial já alcançam 86,3 milhões de toneladas, volume cerca de 24% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior. O desempenho fortalece a confiança dos investidores e contribui para a valorização das cotações na bolsa norte-americana.
Outro fator de atenção é o clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos. As previsões indicam a continuidade de temperaturas elevadas em importantes estados produtores, com máximas superiores a 37°C em diversas áreas. O calor intenso durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras pode aumentar o estresse das plantas e comprometer o potencial produtivo da safra, elevando a preocupação do mercado e dando suporte adicional aos preços.
No mercado brasileiro, o reflexo desse cenário também foi sentido na abertura das negociações da B3, onde os contratos futuros do milho iniciaram o dia em alta. Embora os avanços sejam mais moderados em comparação com Chicago, o comportamento positivo acompanha o cenário internacional e reforça a expectativa de maior firmeza para os preços.
Com a demanda internacional aquecida, exportações em ritmo forte e o clima permanecendo como fator de risco para a produção norte-americana, o mercado do milho deve continuar acompanhando atentamente as previsões meteorológicas e os próximos relatórios sobre a evolução da safra nos Estados Unidos, fatores que deverão seguir influenciando as cotações nas próximas semanas.
