Milho recua à espera de dados do USDA
Mercado acompanha os relatórios de área plantada e estoques dos Estados Unidos, que podem aumentar a volatilidade dos preços.
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
6/30/20262 min read


O mercado internacional do milho iniciou esta terça-feira em baixa na Bolsa de Chicago, com os investidores adotando uma postura cautelosa antes da divulgação dos novos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os documentos, que apresentam dados atualizados sobre a área plantada e os estoques trimestrais de grãos, são considerados um dos principais indicadores para o mercado e podem provocar fortes oscilações nas cotações ao longo do dia.
Os contratos futuros registraram leves recuos, refletindo a expectativa dos operadores em relação aos números oficiais. Apesar de o USDA ter apontado recentemente uma piora nas condições de parte das lavouras norte-americanas, o mercado continua avaliando que o cenário climático ainda favorece o desenvolvimento da safra, reduzindo preocupações imediatas com a oferta.
Outro fator que influencia as negociações é o posicionamento dos fundos de investimento. Nas últimas semanas, os investidores ampliaram suas apostas na queda dos preços do milho, aumentando o volume de contratos vendidos. Esse movimento indica uma expectativa de maior oferta no mercado. No entanto, caso os dados divulgados pelo USDA fiquem abaixo das projeções do mercado, poderá ocorrer um movimento de recuperação das cotações, impulsionado pela recompra desses contratos.
As condições climáticas também seguem no radar. As chuvas registradas recentemente em importantes regiões produtoras do Meio-Oeste dos Estados Unidos contribuíram para manter boas condições de desenvolvimento das lavouras. Além disso, a previsão indica que a onda de calor observada nos últimos dias deve perder intensidade após o feriado de 4 de julho, reduzindo os riscos para a produção da safra 2026/27.
No mercado brasileiro, os contratos futuros negociados na B3 também apresentaram pequenas quedas, acompanhando o comportamento da Bolsa de Chicago. Mesmo assim, fatores internos como o ritmo da colheita da segunda safra, a demanda doméstica, as exportações e o câmbio continuam exercendo influência importante sobre a formação dos preços no país.
A expectativa do setor é que os relatórios do USDA tragam maior definição sobre o cenário de oferta norte-americano. Dependendo dos números divulgados, o mercado poderá registrar maior volatilidade nas próximas sessões, influenciando diretamente as cotações internacionais e, consequentemente, os preços praticados no mercado brasileiro.
