Milho registra leves altas em Chicago e na B3 com suporte do mercado de trigo

Cotações do milho avançam nesta quarta-feira acompanhando a valorização do trigo e mantendo atenção ao cenário climático e produtivo dos Estados Unidos.

João Victor Almeida - Imagem: Shutterstcok

6/24/20262 min read

Os preços do milho iniciaram esta quarta-feira em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT), acompanhando o movimento positivo registrado pelo mercado de trigo. As valorizações são moderadas, mas demonstram uma tentativa de recuperação das cotações em meio às preocupações com a safra de inverno norte-americana e às movimentações dos investidores no mercado internacional.

O suporte para o milho veio principalmente da alta do trigo, que segue encontrando sustentação diante das incertezas sobre a produção nos Estados Unidos. Como os dois grãos competem por espaço no mercado de alimentação animal e em diversas cadeias produtivas, movimentos positivos no trigo costumam influenciar diretamente as negociações do milho.

Apesar das altas, o mercado continua atento às condições climáticas no cinturão agrícola americano. As lavouras de milho estão em uma fase importante de desenvolvimento e qualquer mudança nas previsões de temperatura ou volume de chuvas pode impactar as expectativas de produtividade da safra. Por isso, os investidores seguem monitorando diariamente os mapas climáticos e os relatórios agrícolas.

No mercado brasileiro, os contratos futuros negociados na B3 também apresentaram leves ganhos. O movimento acompanha o cenário internacional e reflete a busca por equilíbrio entre a pressão da oferta da segunda safra e fatores externos que podem oferecer sustentação aos preços.

Mesmo com os pequenos avanços observados nos contratos futuros, o mercado físico segue influenciado pelo avanço da colheita da safrinha. A entrada de grandes volumes de milho no mercado aumenta a disponibilidade do grão e limita movimentos mais expressivos de valorização em diversas regiões produtoras.

Além disso, o comportamento do dólar continua sendo um fator importante para a formação dos preços internos. A valorização da moeda americana pode favorecer as exportações brasileiras e ajudar a sustentar as cotações, enquanto oscilações cambiais seguem influenciando as decisões de comercialização dos produtores.

O cenário para os próximos dias permanece ligado ao desenvolvimento da safra norte-americana, ao ritmo da colheita da segunda safra brasileira e à demanda internacional. Enquanto isso, o mercado do milho segue operando com cautela, registrando pequenas oscilações e aguardando novos fatores que possam definir uma tendência mais consistente para os preços.

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