Mosca-branca ameaça lavouras de tomate e pode causar perdas de até 100%

Praga é uma das maiores preocupações da tomaticultura brasileira por transmitir viroses que comprometem a produtividade. Uso de genética resistente e manejo integrado se tornam fundamentais para reduzir prejuízos no campo.

João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock

6/23/20262 min read

A mosca-branca continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelos produtores de tomate no Brasil. Além dos danos causados diretamente pela alimentação do inseto, a praga é responsável pela transmissão de viroses que podem comprometer seriamente o desenvolvimento das plantas e provocar grandes perdas na produção. De acordo com estudos técnicos da Embrapa, os prejuízos podem variar entre 30% e 100%, dependendo do nível de infestação, da presença de vírus e da eficiência das estratégias de manejo adotadas na lavoura.

O grande problema da mosca-branca está na sua capacidade de se reproduzir rapidamente e sobreviver em diferentes plantas hospedeiras durante todo o ano. Isso faz com que a praga permaneça constantemente presente nas regiões produtoras, aumentando os riscos para os cultivos de tomate. Quando contaminada por vírus, a mosca-branca transmite a doença para as plantas durante sua alimentação, provocando sintomas como deformação das folhas, redução do crescimento, enfraquecimento da planta e queda significativa na produtividade.

Segundo especialistas do setor, o controle precisa começar desde o transplante das mudas e seguir durante todo o ciclo da cultura. Quanto mais cedo a planta for infectada por uma virose, maiores tendem a ser os prejuízos para o produtor. Por isso, o monitoramento constante da lavoura é uma das principais ferramentas para identificar a presença da praga e agir rapidamente antes que a infestação se espalhe.

Nos últimos anos, a tecnologia tem desempenhado papel importante no combate à mosca-branca. O desenvolvimento de híbridos mais resistentes às principais viroses tem ajudado produtores a reduzir riscos e aumentar a estabilidade produtiva das lavouras. Além da resistência genética, esses materiais também oferecem melhor uniformidade dos frutos, maior potencial produtivo e melhor aproveitamento comercial, contribuindo diretamente para a rentabilidade da atividade.

Entretanto, especialistas reforçam que não existe uma solução única para o problema. O manejo integrado é considerado o caminho mais eficiente para reduzir os impactos da praga. Essa estratégia envolve a combinação de diferentes ferramentas, como monitoramento frequente, controle químico de forma racional, uso de controle biológico, eliminação de plantas hospedeiras e adoção de cultivares resistentes. Quando essas práticas são utilizadas em conjunto, os resultados costumam ser mais eficientes e sustentáveis ao longo das safras.

A tomaticultura é uma atividade de alto investimento e exige cuidados constantes com a sanidade das plantas. Diante da crescente pressão de pragas e doenças, a adoção de tecnologias e decisões preventivas se torna cada vez mais importante para garantir produtividade, qualidade dos frutos e segurança econômica ao produtor. Nesse cenário, o manejo integrado aliado à genética avançada surge como uma das principais estratégias para enfrentar a mosca-branca e proteger a rentabilidade das lavouras de tomate.

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