Poder de compra do avicultor continua em alta
Alta no preço do frango e queda nos custos com milho e farelo de soja melhoram a rentabilidade da atividade.
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
6/26/20262 min read


O poder de compra do avicultor paulista voltou a crescer em junho e já acumula o terceiro mês consecutivo de melhora, segundo levantamento do Cepea. O resultado é consequência da combinação entre a valorização do frango vivo e a redução dos preços dos principais insumos utilizados na produção, especialmente o milho e o farelo de soja, que representam grande parte dos custos da atividade.
Na parcial de junho, o preço médio do frango vivo negociado no estado de São Paulo ficou em R$ 5,12 por quilo, registrando alta de 1,1% em relação à média de maio. Embora o ritmo de valorização tenha sido mais moderado neste mês, devido a uma leve redução na procura por novos lotes de aves, o preço segue em um patamar que favorece a rentabilidade do produtor.
Ao mesmo tempo, os custos de alimentação das aves continuam diminuindo. O milho apresentou queda de preço devido ao avanço da colheita da segunda safra, que aumentou a oferta do grão no mercado e deixou muitos compradores mais cautelosos nas negociações. Já o farelo de soja também ficou mais barato em junho, impulsionado pelo aumento da oferta do derivado.
Na prática, isso significa que o produtor consegue comprar uma quantidade maior de insumos utilizando a receita obtida com a venda do frango. Atualmente, com a venda de um quilo de frango vivo, o avicultor paulista consegue adquirir 4,82 quilos de milho, um aumento de 3,9% em comparação com maio. No caso do farelo de soja, é possível comprar 3,06 quilos do produto, o maior volume registrado desde novembro de 2025, representando um ganho de 3,7% em relação ao mês anterior.
Esse cenário melhora a margem da atividade e reduz a pressão dos custos de produção, oferecendo um ambiente mais favorável para os avicultores. Apesar disso, especialistas destacam que o setor segue atento ao comportamento da demanda por carne de frango e às oscilações dos preços dos grãos, fatores que continuarão influenciando a rentabilidade da cadeia produtiva nos próximos meses.
