Preços da batata sobem com impacto das chuvas
Chuvas reduziram a oferta no início da semana, mas mercado deve voltar a registrar queda nas cotações.
João Victor Almeida - Foto: Divulgação
8/3/20262 min read


Os preços da batata registraram alta na última semana, impulsionados pelas chuvas que atingiram importantes regiões produtoras do Sul de Minas Gerais e de Vargem Grande do Sul (SP) entre os dias 24 e 26 de julho. Segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea, o chamado "mercado de chuva" reduziu temporariamente a oferta do produto, elevando as cotações nos principais centros atacadistas do país.
Apesar da valorização no início da semana, o retorno do tempo firme permitiu a normalização gradual da colheita e do abastecimento. Com isso, o movimento de alta perdeu força ao longo dos dias. Ainda assim, o impacto das chuvas foi suficiente para que os preços encerrassem a semana acima dos registrados no período anterior em todas as centrais de comercialização acompanhadas pelo Cepea.
A batata especial tipo Ágata apresentou valorização expressiva nos principais mercados atacadistas. Em São Paulo, a saca de 25 quilos foi negociada, em média, por R$ 65,93, alta de 12,7%. No Rio de Janeiro, a média ficou em R$ 60,90, avanço de 6%, enquanto em Belo Horizonte o preço atingiu R$ 61,52 por saca, registrando a maior valorização da semana, com aumento de 16,9%.
Segundo os pesquisadores do Cepea, esse comportamento é típico do mercado hortifrutícola, onde eventos climáticos podem provocar oscilações rápidas na oferta e nos preços. As chuvas dificultam a colheita, reduzem o volume disponível para comercialização e elevam temporariamente as cotações. Com a melhora das condições climáticas, no entanto, a oferta tende a se normalizar rapidamente.
Para os próximos dias, a perspectiva é de um movimento contrário. Como as previsões meteorológicas não indicam volumes significativos de chuva nas principais regiões produtoras, a expectativa é de retomada do ritmo normal das colheitas, aumentando a disponibilidade da batata no mercado.
Diante desse cenário, o Cepea projeta uma tendência de queda nas cotações ao longo da próxima semana. O maior volume de produto chegando aos centros atacadistas deve aliviar a pressão sobre a oferta e favorecer um recuo gradual dos preços, acompanhando o comportamento típico do mercado quando as condições climáticas voltam à normalidade.
