Preços dos alimentos caem em julho, mas leite e frutas ficam mais caros

Alimentação dentro de casa recua 0,67%, com fortes quedas de tomate, batata e cenoura, enquanto frutas e leite pressionam o orçamento.

João Victor Almeida - Foto: Divulgação

8/11/20262 min read

Os preços dos alimentos apresentaram um cenário mais favorável ao consumidor brasileiro em julho. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,67% no mês, ajudando a conter a inflação oficial do país. O resultado foi influenciado principalmente pela redução dos preços de diversos alimentos consumidos dentro de casa.

Entre os produtos que mais contribuíram para o recuo estão os hortifrutigranjeiros. O pepino apresentou queda de 33,42%, enquanto o tomate ficou 29,09% mais barato, sendo um dos principais responsáveis pelo impacto negativo sobre a inflação do período. A batata-inglesa caiu 19,59%, a cenoura recuou 14,41% e a abobrinha registrou redução de 10,49%.

Outros alimentos importantes também ficaram mais baratos. O café moído apresentou redução de 2,45%, enquanto produtos como açúcar refinado, batata-doce, couve, brócolis e algumas variedades de frutas e pescados registraram quedas durante julho. Esse movimento contribuiu para aliviar parcialmente o orçamento das famílias, principalmente nas compras realizadas em supermercados e feiras.

Por outro lado, nem todos os alimentos ficaram mais baratos. Algumas frutas registraram aumentos expressivos. A manga liderou as altas, com avanço de 14,74%, seguida pelo limão, com 10,59%, melancia, com 7,78%, morango, com 7,13%, e mamão, com 6,16%. A cebola também avançou 7,74%.

Entre outros produtos importantes para o consumo das famílias, o leite longa vida ficou 2,47% mais caro, enquanto o milho em grão avançou 3,53% e o feijão-preto subiu 3,28%. As diferenças mostram que, apesar da queda média dos alimentos, o comportamento dos preços continua bastante desigual entre os produtos.

O cenário também foi diferente para quem realizou refeições fora de casa. Enquanto os alimentos consumidos no domicílio ficaram mais baratos, a alimentação fora de casa acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho. O preço dos lanches avançou 0,76%, enquanto as refeições ficaram 0,42% mais caras.

No resultado geral, o IPCA registrou variação de 0,07% em julho, com a redução dos preços dos alimentos ajudando a limitar a inflação. Em sentido contrário, o grupo Habitação avançou 0,99% e exerceu a principal pressão sobre o índice no período.

A queda dos alimentos representa um alívio importante para o orçamento doméstico, especialmente porque alimentação possui peso significativo nas despesas das famílias de menor renda. Entretanto, as fortes oscilações entre diferentes produtos mostram que fatores como sazonalidade, clima, oferta, ritmo das colheitas e custos de produção continuam influenciando diretamente os preços encontrados pelo consumidor nas gôndolas.

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