Rastreamento de gado na Amazônia avança para garantir carne livre de desmatamento
Tecnologia com chips e monitoramento individual busca aumentar transparência da pecuária e atender exigências do mercado internacional.
João Victor Almeida
5/19/20261 min read


O setor pecuário brasileiro vem ampliando o uso de tecnologias para garantir maior controle sobre a origem dos animais e fortalecer a produção sustentável, principalmente na Amazônia. Uma das iniciativas em destaque é o rastreamento individual do gado por meio de chips eletrônicos, sistema que permite acompanhar toda a trajetória do animal desde o nascimento até o abate.
O tema ganhou ainda mais relevância diante das cobranças internacionais por maior transparência na produção de carne bovina, especialmente em relação ao combate ao desmatamento ilegal na região amazônica. Como o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e concentra grande parte do rebanho nacional na Amazônia, a rastreabilidade passou a ser vista como uma ferramenta estratégica para o setor.
No Pará, projetos-piloto já utilizam tecnologia para monitorar os animais individualmente. Com o uso de chips e sistemas digitais, produtores conseguem registrar informações como movimentação do gado, propriedades por onde o animal passou e condições de manejo, oferecendo maior segurança para frigoríficos, exportadores e consumidores.
A proposta é garantir que a carne produzida não esteja associada a áreas desmatadas ilegalmente, atendendo exigências ambientais cada vez mais rigorosas do mercado internacional, principalmente de países importadores e grandes redes varejistas.
Atualmente, a maior parte dessas iniciativas ainda acontece por meio de projetos privados, liderados por produtores, frigoríficos e empresas do setor. Pecuaristas defendem a criação de uma política nacional de rastreamento, com incentivos, estrutura tecnológica e apoio do governo federal para ampliar a implementação em todo o País.
Além da questão ambiental, especialistas apontam que o rastreamento também pode trazer benefícios econômicos para a cadeia pecuária, aumentando a valorização do produto brasileiro, ampliando mercados e fortalecendo a confiança do consumidor sobre a origem da carne produzida no Brasil.
