Soja abre semana estável em Chicago com mercado dividido
Safra robusta nos EUA pressiona cotações, enquanto compras chinesas e forte alta do milho ajudam a limitar as perdas.
João Victor Almeida - Foto: Schutterstock
8/24/20261 min read


A soja iniciou esta segunda-feira (24) praticamente estável na Bolsa de Chicago, após uma semana marcada por forte volatilidade. Por volta das 7h30, os principais contratos recuavam entre 1 e 1,5 ponto, com novembro cotado a US$ 12,38 e março a US$ 12,57 por bushel.
O mercado encontra-se dividido entre dois fatores importantes: de um lado, a expectativa de uma grande safra norte-americana; de outro, a continuidade da forte demanda da China pela soja dos Estados Unidos.
O Pro Farmer estimou uma produção superior a 124 milhões de toneladas de soja nos EUA, com possibilidade de safra recorde. Apesar de a contagem de vagens ter ficado abaixo dos elevados níveis registrados no ano passado, a boa umidade do solo continua favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
Essa perspectiva de oferta elevada exerce pressão sobre Chicago. Entretanto, as compras chinesas ajudam a sustentar as cotações. Segundo informações apresentadas pelo Grupo Labhoro, a China já teria adquirido aproximadamente 10 milhões de toneladas das 25 milhões previstas após a última reunião bilateral entre os países.
Outro fator que limita as perdas da soja é a forte valorização do milho. Os futuros do cereal avançavam quase 3% em Chicago, depois que o Pro Farmer apresentou uma estimativa para a safra norte-americana abaixo dos números projetados pelo USDA.
O trigo também iniciou a semana em alta, com o mercado acompanhando os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia e os possíveis impactos sobre os embarques pelo Mar Negro.
Assim, a soja começa a semana em um cenário de equilíbrio: a perspectiva de safra recorde nos EUA pressiona os preços, enquanto a demanda chinesa e a valorização dos demais grãos oferecem sustentação. Os próximos movimentos deverão depender das novas informações sobre a produção norte-americana e do ritmo das compras internacionais.
