Soja avança no Brasil, mas produtor mantém cautela nas vendas
Chicago, dólar e prêmios firmes sustentam as cotações, enquanto produtores aguardam novas oportunidades e o relatório do USDA.
João Victor Almeida - Foto: Divulgação
8/11/20262 min read


O mercado brasileiro de soja começou a semana com valorização na maioria das praças, apoiado por uma combinação favorável de fatores externos e internos. Os ganhos da soja na Bolsa de Chicago, a alta do dólar e a manutenção de prêmios firmes nos portos ajudaram a melhorar as referências de preços no mercado físico.
Apesar das cotações mais atrativas, o volume de negócios permaneceu limitado. Segundo análise da Safras & Mercado, produtores com maior disponibilidade financeira continuam adotando uma postura cautelosa e segurando parte dos estoques, esperando novas oportunidades de comercialização e preços ainda melhores.
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros encerraram a segunda-feira (10) em alta moderada. O vencimento novembro fechou a US$ 11,79 1/2 por bushel, avanço de 0,27%, enquanto janeiro terminou cotado a US$ 11,94 3/4, valorização de 0,29%. O óleo de soja também apresentou desempenho positivo, avançando 1,85%, enquanto o farelo recuou 0,57%.
O comportamento do petróleo também contribuiu para dar sustentação às commodities. A valorização superior a 4% no mercado internacional, em meio às incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã, ajudou principalmente o óleo de soja, devido à sua relação com o mercado de biocombustíveis.
Outro componente favorável ao produtor brasileiro foi o dólar, que encerrou a sessão com valorização de 0,53%, negociado a R$ 5,1113 para venda. Uma moeda norte-americana mais valorizada tende a melhorar a formação dos preços da soja em reais e pode compensar parcialmente eventuais oscilações negativas em Chicago.
Agora, as atenções estão concentradas no relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para quarta-feira (12). O mercado espera possíveis ajustes nas projeções da safra e dos estoques norte-americanos, informações capazes de provocar maior volatilidade nas cotações internacionais.
Para o produtor brasileiro, o cenário combina Chicago firme, dólar valorizado e prêmios ainda importantes, criando oportunidades de venda. Porém, parte dos agricultores capitalizados prefere aguardar antes de negociar volumes maiores, apostando que novas movimentações internacionais possam proporcionar preços ainda mais favoráveis.
