Soja dispara em Chicago e atinge maior patamar em nove semanas
Demanda chinesa, clima nos EUA e tensões geopolíticas impulsionam as cotações da oleaginosa.
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
7/20/20262 min read


Os contratos futuros da soja iniciaram a semana em forte alta na Bolsa de Chicago, ultrapassando e consolidando o patamar de US$ 12 por bushel, o maior nível registrado em aproximadamente nove semanas. O movimento positivo reflete a combinação de fatores que seguem dando sustentação ao mercado internacional, como a retomada das compras pela China, as preocupações com o clima nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos e o aumento das tensões geopolíticas em importantes áreas de abastecimento mundial.
Um dos principais fatores de apoio aos preços é o fortalecimento da demanda chinesa. Nos últimos dias, compradores da China voltaram ao mercado norte-americano para adquirir grandes volumes de soja, estimulando novas compras por parte dos investidores e reforçando a valorização dos contratos futuros. Esse retorno do maior importador mundial aumenta a confiança de que a demanda seguirá aquecida nos próximos meses.
As condições climáticas nos Estados Unidos também continuam no centro das atenções. O desenvolvimento das lavouras no Corn Belt segue sendo acompanhado de perto pelo mercado, já que qualquer mudança no clima durante esta fase da safra pode afetar o potencial produtivo. As preocupações climáticas também influenciam os mercados de milho e trigo, que registram altas expressivas, fortalecendo ainda mais o movimento positivo das commodities agrícolas.
Outro fator que contribui para a valorização é o cenário geopolítico internacional. A intensificação dos conflitos no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã, voltou a gerar preocupação sobre o abastecimento global de energia. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do transporte marítimo de petróleo, aumentou a tensão nos mercados e elevou a percepção de risco entre os investidores.
Ao mesmo tempo, o conflito entre Rússia e Ucrânia continua provocando impactos sobre a logística de exportação no Mar Negro. Os ataques à infraestrutura portuária e as dificuldades para o transporte de grãos vêm reduzindo o fluxo das exportações da região, levando compradores internacionais a buscar fornecedores alternativos para trigo e milho, o que também contribui para sustentar os preços das commodities agrícolas.
Com demanda internacional aquecida, incertezas climáticas nos Estados Unidos e um cenário geopolítico ainda instável, o mercado da soja permanece atento aos próximos acontecimentos. A combinação desses fatores deve continuar influenciando as negociações nas bolsas internacionais e manter a volatilidade elevada nas próximas sessões.
