Soja dispara quase 4% em Chicago com preocupação sobre clima nos EUA
Calor intenso e poucas chuvas no Corn Belt impulsionam os preços; mercado brasileiro acompanha a valorização.
João Victor Almeida - Imagem: Shutterstock
7/7/20261 min read


Os preços da soja encerraram a segunda-feira (6) com forte valorização na Bolsa de Chicago, registrando ganhos próximos de 4%. O principal motivo foi a crescente preocupação com as condições climáticas no Corn Belt, principal região produtora dos Estados Unidos, onde as previsões indicam temperaturas acima da média e chuvas abaixo do esperado nas próximas semanas.
O cenário aumenta o risco de estresse nas lavouras justamente em uma fase importante do desenvolvimento da safra norte-americana, elevando as dúvidas sobre o potencial produtivo da temporada 2026/27. Diante dessas incertezas, investidores intensificaram as compras de contratos futuros, impulsionando as cotações.
No fechamento do pregão, o contrato com vencimento em julho terminou cotado a US$ 11,82 por bushel, enquanto o contrato de novembro, referência para a nova safra dos Estados Unidos, encerrou a US$ 11,92 por bushel. O movimento positivo também alcançou outras commodities agrícolas negociadas em Chicago, com destaque para o milho.
Além das preocupações com o clima, outro fator que sustentou os preços foi o retorno da China às compras de soja norte-americana. A maior presença do principal importador mundial reforçou o otimismo do mercado e contribuiu para fortalecer a alta observada ao longo do dia.
No Brasil, os preços acompanharam a valorização registrada em Chicago, principalmente nos portos. No entanto, o avanço não foi totalmente repassado ao produtor devido à queda do dólar frente ao real, que reduziu parte dos ganhos no mercado interno.
Mesmo assim, as cotações ficaram mais atrativas e estimularam novos negócios no início da semana. Produtores e compradores seguem atentos às previsões climáticas nos Estados Unidos, já que qualquer agravamento do tempo quente e seco poderá provocar novas oscilações nos preços internacionais e influenciar diretamente o mercado brasileiro nas próximas semanas.
