Soja realiza lucros em Chicago, mas mercado segue atento à China e ao clima nos EUA
Após atingir os maiores níveis das últimas duas semanas, contratos da soja recuam em Chicago devido à realização de lucros. Mesmo com a correção, rumores de compras chinesas e o clima no cinturão agrícola americano continuam sustentando as atenções do mercado.
João Victor Almeida - Imagem: Shutterstock
6/18/20261 min read


Os preços da soja iniciaram esta quinta-feira (18) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), após alcançarem os maiores patamares das últimas duas semanas no pregão anterior. O movimento é considerado normal pelos analistas e reflete uma realização de lucros por parte dos investidores, que aproveitaram as recentes altas para ajustar suas posições no mercado.
Nos principais contratos negociados, as perdas variavam entre 7,75 e 9 pontos, com o vencimento julho sendo cotado próximo de US$ 11,23 por bushel e o novembro ao redor de US$ 11,41 por bushel.
A valorização registrada nos últimos dias foi impulsionada por rumores de que a China estaria consultando preços para possíveis compras de soja norte-americana com embarques previstos para o último trimestre do ano. A possibilidade de aumento da demanda chinesa trouxe maior otimismo ao mercado e ajudou a sustentar os preços.
Apesar da queda observada nesta sessão, os investidores seguem acompanhando atentamente os sinais de demanda internacional, principalmente por parte da China, maior importadora mundial de soja. Qualquer confirmação de novos negócios pode voltar a dar suporte às cotações nas próximas semanas.
Outro fator importante é a divulgação dos dados semanais de exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que podem indicar o ritmo das vendas externas americanas e fornecer novas referências para o mercado global.
Além da demanda, o clima continua sendo um dos principais fatores de influência sobre os preços. As condições das lavouras no Corn Belt, principal região produtora dos Estados Unidos, permanecem relativamente favoráveis neste momento. No entanto, previsões climáticas indicam riscos de estresse hídrico em algumas áreas produtoras, o que mantém os investidores atentos e limita quedas mais acentuadas nos contratos futuros.
Para os produtores brasileiros, o cenário internacional continua sendo decisivo para a formação dos preços internos. A combinação entre demanda chinesa, desenvolvimento da safra norte-americana e comportamento do dólar deverá continuar direcionando o mercado da soja nos próximos meses.
