Soja recua em Chicago após forte alta e mercado acompanha clima nos EUA e cenário externo
Após uma sessão de valorização expressiva, os contratos futuros da soja operam em queda nesta sexta-feira (26).
João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock
6/26/20261 min read


Depois de registrar forte alta no pregão anterior, o mercado da soja iniciou esta sexta-feira (26) em queda na Bolsa de Chicago. O recuo é considerado um movimento técnico, já que muitos investidores aproveitaram a valorização recente para realizar lucros. Além do grão, os derivados também operam em baixa, com destaque para o óleo de soja, que registra perdas mais acentuadas, enquanto o farelo também devolve parte dos ganhos obtidos na sessão anterior.
Outro fator que influencia o mercado é o desenvolvimento da safra nos Estados Unidos. As condições climáticas seguem, de maneira geral, favoráveis para o crescimento das lavouras, embora algumas regiões apresentem excesso de chuvas e outras enfrentem períodos de menor precipitação. Essas variações continuam sendo acompanhadas de perto pelos operadores, já que qualquer mudança mais significativa pode impactar a produtividade da safra norte-americana.
As atenções também estão voltadas para o próximo relatório de área plantada que será divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O levantamento poderá trazer novas estimativas sobre o tamanho da safra americana e influenciar diretamente o comportamento das cotações internacionais nas próximas semanas.
No Brasil, o cenário é um pouco diferente. Mesmo com a queda dos preços em Chicago, a valorização do dólar frente ao real ajuda a manter os preços da soja relativamente firmes no mercado interno. Além disso, os prêmios de exportação seguem fortalecidos, favorecendo a comercialização nos portos e oferecendo maior sustentação às negociações realizadas pelos produtores brasileiros.
Com isso, o mercado permanece atento tanto às condições climáticas nos Estados Unidos quanto às próximas divulgações do USDA. Enquanto esses fatores não trazem novas definições, a tendência é de que as cotações continuem oscilando entre movimentos de realização de lucros, influência do câmbio e expectativas sobre a oferta mundial da oleaginosa.
