Soja volta a subir em Chicago com alta do petróleo e ajustes antes do feriado nos EUA

Mercado reage após sequência de quedas, enquanto portos brasileiros seguem estáveis entre R$ 130 e R$ 131 por saca.

João Victor Almeida - Imagem: Shutterstock

5/22/20262 min read

O mercado da soja voltou a operar em alta na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (22), após as perdas registradas nos últimos dias. O movimento é visto como uma recuperação técnica, impulsionada principalmente pelo reposicionamento de traders e fundos antes do feriado prolongado do Memorial Day nos Estados Unidos, que mantém a bolsa fechada na próxima segunda-feira.

Nas primeiras negociações do dia, os principais contratos da oleaginosa avançavam entre 5 e 5,25 pontos. O vencimento julho era negociado próximo de US$ 11,99 por bushel, enquanto o agosto operava em torno de US$ 11,98 por bushel.

Além do movimento técnico, a soja também acompanha a valorização observada em outros mercados de commodities, como petróleo, milho e trigo. O avanço do petróleo, que subia mais de 2% nesta manhã, trouxe suporte adicional ao complexo soja, principalmente diante das preocupações envolvendo tensões geopolíticas e riscos relacionados ao estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Apesar da recuperação, o mercado segue dividido entre fatores positivos e negativos. De um lado, a demanda aquecida por biocombustíveis nos Estados Unidos e o bom ritmo do esmagamento doméstico ajudam a sustentar os preços. Do outro, o avanço do plantio da safra norte-americana 2026/27 em condições consideradas favoráveis continua limitando altas mais expressivas.

Os investidores também seguem atentos às condições climáticas no Corn Belt, principal região produtora dos Estados Unidos, já que qualquer mudança no clima pode alterar rapidamente o comportamento do mercado.

No Brasil, a reação positiva em Chicago trouxe um fôlego adicional ao mercado físico, embora os preços nos portos tenham iniciado o dia praticamente estáveis. As primeiras indicações apontavam referências entre R$ 130,00 e R$ 131,00 por saca nos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), enquanto o setor aguardava novas movimentações do dólar.

O cenário segue sendo acompanhado de perto pelos produtores brasileiros, especialmente diante das oscilações do câmbio, da demanda internacional e do comportamento das commodities globais nos próximos dias.

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