Tomaticultura exige nova estratégia para combater mosca-branca e tripes

Pragas sugadoras aumentam a pressão sobre as lavouras de tomate, favorecem a transmissão de viroses e exigem manejo preventivo para proteger a produtividade e a qualidade dos frutos.

João Victor Almeida - Imagem: Schutterstock

6/17/20261 min read

A produção de tomate no Brasil enfrenta um desafio cada vez maior com o avanço da mosca-branca e dos tripes, duas das principais pragas que afetam a cultura. Além dos prejuízos causados pela sucção da seiva das plantas, esses insetos preocupam principalmente pela capacidade de transmitir viroses que comprometem o desenvolvimento da lavoura, reduzem a produtividade e prejudicam a qualidade dos frutos.

O problema tem se intensificado em diversas regiões produtoras, especialmente em períodos de temperaturas elevadas e clima mais seco, condições que favorecem a rápida multiplicação dessas pragas. Outro fator que dificulta o controle é que tanto a mosca-branca quanto os tripes conseguem sobreviver em culturas vizinhas e plantas daninhas, permanecendo ativos mesmo durante a entressafra.

A mosca-branca é responsável pela transmissão de doenças causadas por geminivírus e crinivírus, enquanto os tripes disseminam o vírus conhecido como vira-cabeça. Quando a planta é contaminada, não existe tratamento capaz de reverter os danos, tornando a prevenção a principal estratégia para reduzir prejuízos.

Especialistas alertam que o manejo moderno precisa ir além do simples controle da população de insetos. O objetivo deve ser impedir que essas pragas se alimentem das plantas e transmitam os vírus. Por isso, o monitoramento constante da lavoura e a adoção de medidas preventivas são fundamentais desde o início do cultivo.

Entre as principais recomendações estão a utilização de variedades resistentes às viroses, o controle rigoroso de plantas daninhas, o acompanhamento frequente da presença de insetos e a adoção de programas de manejo integrado de pragas. A rotação de produtos e tecnologias também é importante para evitar a resistência dos insetos aos defensivos agrícolas.

A integração entre genética, manejo agronômico e proteção fitossanitária vem sendo apontada como o caminho mais eficiente para garantir lavouras mais produtivas e sustentáveis. Com planejamento e monitoramento adequado, o produtor consegue reduzir os riscos de perdas, preservar a qualidade dos frutos e aumentar a rentabilidade da atividade.

Acompanhe-nos nas redes sociais

Entre em contato para esclarecer suas dúvidas ou enviar sugestões de melhorias para o nosso site.

marketing@reidafazenda.com.br

© 2026. Todos os direitos reservados.

financeiro@reidafazenda.com.br

E-mail